De Belém ao comando de manobras na balsa guindaste em Barcarena, a Mestre Fluvial do Grupo GDias fala sobre sua formação, a segurança a bordo e os desafios de construir carreira na navegação.
Antes de cada manobra na balsa guindaste em Barcarena, no Pará, é preciso observar as condições do rio, verificar as amarras e alinhar os movimentos com a equipe de bordo. É nessa rotina que Débora Lira atua como Mestre Fluvial do Grupo GDias, coordenando manobras que apoiam a transferência de cargas entre embarcações.
Natural de Belém, Débora se interessou pela navegação ao enxergar na profissão uma oportunidade de construir uma carreira e melhorar a qualidade de vida da família. Depois de concluir a formação aquaviária, passou por um estágio de 60 dias no Grupo GDias e foi efetivada como Mestre Fluvial.
“Entrei na carreira marítima motivada pela profissão, que achei muito interessante, e pela oportunidade real de transformar a realidade da minha família, garantindo uma melhor qualidade de vida para eles.”
Segurança começa antes da manobra
Na balsa guindaste, a movimentação das embarcações exige atenção às correntes do rio, às condições do tempo e à comunicação entre as equipes de convés e de máquinas. A conferência das amarras, das defensas e dos equipamentos de proteção individual faz parte dos cuidados que antecedem a manobra.
Na rotina de Débora, esses cuidados integram as práticas de Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde (QSMS). Para ela, prevenir acidentes começa por reconhecer os riscos e agir antes que eles comprometam a segurança da equipe.
“O pilar mais importante da nossa rotina é a prevenção ativa de acidentes a bordo.”
Liderança feminina na navegação amazônica
Construir carreira em um setor historicamente masculino também trouxe desafios. Débora conta que enfrentou preconceitos ao longo da trajetória e que encontrou na fé a força para seguir na profissão. Hoje, ao coordenar manobras em Barcarena/PA, ela oferece às jovens paraenses um exemplo próximo de como a formação aquaviária pode abrir caminho para funções de liderança a bordo.
Para o Grupo GDias, contar a história de Débora é uma forma de valorizar a formação de profissionais da região e dar visibilidade ao trabalho das mulheres na navegação amazônica. Às jovens que pensam em seguir essa carreira, ela deixa um recado.
“Não desistam dos seus objetivos. As dificuldades são reais, mas o nosso lugar é exatamente onde nós quisermos estar.”
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